Água-viva

Como identificar a água-viva e a caravela portuguesa?

Sol, praia, mar, sombra e água fresca são os ingredientes indispensáveis para um Verão perfeito. Com a estação oficialmente chegando – lembrando que a temporada começa no último final de semana antes do Natal –, já dá para sonhar com isso tudo. Mas, ano a ano, um ingrediente indesejável é misturado a essa receita e ameaça a tranquilidade dos banhistas: o ataque de medusas.

Na temporada de 2019/2020, entre 12 de dezembro e 5 de janeiro, somente em Santa Catarina foram 20.358 acidentes causados por esses animais marinhos, segundo dados do Corpo de Bombeiros do estado. Esse número tão expressivo de casos está por um lado relacionado a um maior número de pessoas nas praias, mas também ao ciclo de vida natural dessa espécie. De fato, o Verão coincide com o pico reprodutivo das medusas, período em que existem mais exemplares sexualmente maduros. Além desses dois fatores, os ventos fortes também levam esses animais às praias catarinenses.

E embora pareçam uma flor delicada dançando livremente no mar, ao mínimo contato com a pele humana, as medusas liberam uma substância tóxica, que causa dores fortes na vítima. Na verdade, não é um ataque; trata-se antes de um mecanismo de defesa da espécie, uma resposta involuntária a uma sensação de ameaça em seu habitat natural. Nos últimos anos, os biólogos têm estudado esses animais com atenção para sabermos cada vez mais sobre eles.

Em 2016, um estudo internacional, coordenador por um pesquisador brasileiro, catalogou 958 tipos de medusas em mares sul-americanos – ainda assim uma pequena parcela de um total de 5 mil espécies que se acredita que existem por todo o mundo. São espécies de diferentes tamanhos, que podem medir de 1 milímetro a mais de 1 metro de diâmetro, de diversas cores e formas, uns mais venenosos do que outras. Em comum, têm o corpo gelatinoso, os tentáculos e a beleza característica.

Duas das espécies mais comuns de medusas em águas brasileiras são as águas-vivas e as caravelas. No post de hoje, explicamos as principais diferenças entre ambas, mostramos como você pode reconhecê-las e ainda como pode prevenir acidentes com esses animais, para curtir o Verão despreocupado. Quer saber como? Continua a leitura!

 

Águas-vivas vs. caravelas: semelhanças e diferenças

Águas-vivas e caravelas pertencem a um mesmo grupo de animais – o dos cnidários, palavra grega que significa “urtiga que queima”. Ambas têm tentáculos e um corpo gelatinoso. O que as diferencia é essencialmente o tamanho e a cor (ou a ausência dela). Vejamos.

As caravelas, cujo nome científico é Physalia Physalis, contam com tentáculos que podem chegar a até 40 metros de comprimento e dois de diâmetro – aliás, o nome “caravela” ou “caravela portuguesa” deve-se à semelhança desse animal com a embarcação do mesmo nome, que chegava a ter 25 m de comprimento. Já as águas-vivas, em geral, são menores, embora também variem de tamanho. É preciso ter em atenção que, quanto maior for o tentáculo, mais grave pode vir a ser a lesão que os cnidários causam na pele humana, com machucados, chamados popularmente de “queimaduras”, que podem ultrapassar os vinte centímetros de diâmetro. Portanto, as caravelas são mais perigosas e, em casos raros, podem mesmo ser fatais para a vítima.

Como já adiantamos, além do tamanho, é possível distinguir a caravela da água-viva pela cor. A água-viva é transparente, difícil de enxergar na água, passando frequentemente despercebida. Já as caravelas apresentam uma bolsa de cor púrpura ou azulada que flutua acima da linha da água, sendo facilmente visível.

Ambas são capazes de envenenar a pele humana. Os seus tentáculos injetam uma substância tóxica, a partir de células microscópicas, que causam dores e lesões parecidas com a de uma queimadura. Trata-se na verdade de uma reação alérgica do nosso organismo, que, em casos mais graves, pode vir acompanhada de arritmias, náuseas e necrose do tecido. Outra característica em comum é a capacidade de envenenar até 24 horas fora da água, na areia da praia.

As espécies mais venenosas de águas-vivas pertencem à classe Cubozoa. Entre elas está a Chiropsalmus quadrumanus, que chega a ter mais de 10 centímetros de diâmetro e é uma das mais comuns no litoral de Santa Catarina.

 

Primeiros socorros

Os acidentes com caravelas e águas-vivas são, em geral, de pequena a média gravidade. Ainda assim, eles representam um grande transtorno para os banhistas e exigem atenção e cuidados.

Se você sentiu as dores do veneno sob a forma de uma sensação de ardência, saia da água imediatamente, para evitar novo contato com o animal. Não tente retirar os tentáculos com um pano, nem tocar diretamente no animal – o ideal é usar luvas e uma pinça. Esfregar a pele também está proibido, pois pode liberar ainda mais veneno.

Depois de sair da água, o que você deve fazer é lavar a área afetada com bastante água salgada. O vinagre também ajuda a neutralizar a ação do veneno.  A dor e o desconforto normalmente vão melhor após 20 minutos, mas pode ser necessário até um dia para que desapareçam completamente.

Lembre-se: não use água potável ou água mineral, pois elas podem ajudar o veneno a se espalhar pelo corpo e aumentar a dor. Urina, pasta de dentes, pomadas e bebida alcoólica devem ser evitados – eles não têm eficácia comprovada no tratamento.

Em caso de sintomas como febre, enjoo, tontura, cefaleia, dor de cabeça, vômito e arritmia cardíaca, você deve procurar um médico.

 

Como prevenir

Nas praias brasileiras, a bandeira lilás serve para alertar os banhistas da existência de águas-vivas na água. Uma forma de se prevenir é, portanto, evitar nadar nas praias onde se registra a maior presença desses animais.

Mas essa não é, convenhamos, a solução ideal. Para quem não quer deixar de aproveitar o Verão, a solução é Safe Sea®, primeiro e único protetor solar do mundo que fornece proteção contra envenenamentos por águas-vivas.

Com sua forma única, o produto atua como um inibidor físico e químico dos acidentes causados por esses animais, oferecendo praticamente 100% de proteção aos banhistas. Num mecanismo físico de atuação, a textura de Safe Sea® dificulta a aderência dos tentáculos do animal à nossa pele – assim, eles não conseguem “grudar” o suficiente para propagar o seu veneno. Com uma ação química, o produto bloqueia o caminho entre o receptor do animal e a epiderme humana, impedindo também que as substâncias tóxicas se espalhem.

Em águas com grande concentração de caravelas e águas-vivas, o mergulho deve ser naturalmente evitado. Mas, em situações normais, usar Safe Sea® significa que você poderá curtir muito mais o verão, ao mesmo tempo em que fica protegido também dos efeitos nocivos dos raios solares.

Então, quer garantir um Verão mais tranquilo? Safe Sea® pode ser encontrado nas melhores farmácias, supermercados, surf shops e lojas de cosméticos.

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Até o próximo post!

 

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